Existem alguns momentos em que se chega ao limite; corpo cansado, o espírito derrotado, o olhar vago... Hoje me senti como nunca me senti em toda minha vida...
O pior do seres, sem chão, sem direção... Como mudar os caminhos que o coração toma quando tudo o que você faz é com verdade e entrega? Como fazer com que a verdade venha á tona quando não é você que tem que lutar por essa verdade?
Como reparar um erro que não é seu? Como tirar do peito essa angústia?
Acusações e toda a efemeridade humana vêm como um punhal para te fazer sangrar sem piedade ou misericórdia... Sim ela vem como quem vai te levar as estrelas e depois vai embora te deixando com a sensação de morte, de abismo absoluto... Gosto amargo na boca... Gosto de eu não deveria te amar, não deveria te querer...
Nunca menti sobre o que eu sinto, nunca neguei o que eu quero, mas jamais machucaria ou magoaria algo ou alguém por despeito ou maldade... Amei e amo você, mas da forma como você me magoa e me faz sentir... Por um segundo eu chego a te odiar com todo meu ser. Dou-te cada pedaçinho de mim e você leva e você tem... Diz que sou seu menino, que sou o que você sonha, mas age com tanta frieza, com tanta crueldade que penso que por vezes não eis humana, sim se tuas palavras não têm valor, se você mente para si mesma e afirma estar apaixonada quando não esta é porque você ainda não sabe o valor da verdade... você desconhece a verdade e eu espero que quando você a encontrar esteja sóbria o suficiente para entender e humana o suficiente para me pedir perdão.
“Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?”
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