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quinta-feira, 29 de abril de 2010


Á caneta escrevo uma nova página da minha história... Mocinhos e vilões, demônios internos, calabouços aterrorizantes, tudo isso fica para trás nesse novo roteiro não fictício. Sem pensar em como o começo foi difícil, sem entender as dores e “porquês”, sigo com esperança no olhar e uma canção cheia de alegria na alma, me leva ,me entrega e mesmo que por ventura eu sofra naturalmente me levantarei, porque aprendi a cair, já sei como me reerguer. O casulo vai se desfazendo, as asas vão se revelando, e eu vou saltar, vou mergulhar me lançar sem querer saber se é certo, mas eu quero tentar... Quero ser melhor a cada dia, quero ser verdadeira comigo mesma, amar profundamente, sentir, elevar, edificar... Quero mais que ter, “SER”; o motivo, a causa, a hora, o sintoma, a insônia, a loucura, a razão da vida de alguém e mais que a mim amar quem realmente mereça meus sonhos, meu ombro, meu corpo, meu espírito e tudo aquilo que eu possa ser... E tudo aquilo que sou. Quero filhos, quero semear, plantar, conquistar coisas que façam uma real diferença, quero toda a tranqüilidade e toda a saudade, quero acordar e ver no outro lado da cama a minha metade... Quero atitudes, mas do que palavras quero casa, esteio, eu quero colo...
Não posso voltar atrás e escrever um novo começo, mas estou aqui, voltando dentro de mim e tentando começar e escrever um novo Fim...



“Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto“

(Caio Fernando Abreu in Ovelhas Negras.)

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